(Hoje não poderia permanecer em silêncio!)
As palavras de quem deu substância ao sonho
A marcha para o Carmo foi extraordinária pelo apoio popular que agregou, o que contribuiu bastante para que o Carmo perdesse a vontade de resistir. Nunca tinha visto o povo a manifestar-se assim. No Carmo, ao chegar, houve desde senhoras a abrir portas e janelas para colocar os homens nas posições dominantes sobre o Quartel, até ao simples espectador que enrouquecia a cantar o Hino Nacional. O ambiente que lá se viveu não tem descrição, pois foi de tal maneira belo que depois dele nada mais digno pode acontecer na vida de uma pessoa.
Foi o povo sem nome que incitou e guiou a última companhia de Infantaria 1 que estava com o brigadeiro a passar-se para o nosso lado, que me informou constantemente dos movimentos da Polícia de Choque, da PSP, da GNR, etc.
Salgueiro Maia, Capitão de Abril (Histórias da Guerra do Ultramar e do 25 de Abril), Editorial Notícias
Salgueiro Maia, Aspirante na Escola Prática de Cavalaria
Salgueiro Maia, Alferes em Moçambique
A guerra toldou-lhe o semblante e maculou-lhe o olhar. Maldita seja a guerra!